domingo, 24 de maio de 2009

Quando o Tempo Chegar

"When my time comes
Forget the wrong that i've done
Help me leave behind some reason to be missed.
And don't resent me

And when you're feeling empty

Keep me in your memory

Leave out all the rest,
Leave out all the rest..."


(Linkin Park in "Leave out all the Rest")

E uma vez mais me apercebi que "isto" tem a capacidade de me deixar de rastos. E uma vez mais tive que ter força suficiente para manter o fôlego de me aperceber, que por muito que te queira explicar "isto", nunca vais entender "isto", da mesma maneira que nunca ninguém entendeu "isto", nem vai entender "isto"... Prefiro pensar que tenho que suportar "isto" e Lutar contra "isto"... por muito que me leve a noite toda. Acho que já não tenho "paciência", para voltar a tentar explicar tudo outra vez, a alguém que para além de não o entender... não tem simplesmente que o fazer. Doi saber que podemos estar sozinhos por uma noite, ou por apenas 10 minutos... mas dois muito mais saber que não estamos sozinhos, mas sim com alguém que amamos e que não pode fazer nada.
Dar-me a mão?
Falar-me baixinho para me acalmar?
Exaltar-me até á exaustão para que eu deite os sentmentos todos cá para fora em vez de os engolir?

Voces tiveram sempre a capacidade de fazer isso comigo. O mais curioso é esse facto. Hei.de sempre pensar em voces por isso =D.

(Amor meu, as estratégias que utilizas sempre foram assim... ;).. eu lembro.me )

A's vezes dou por mim a Sobreviver.
Mesmo quando menos espero, e acho que a Vida se vai esvair no momento a seguir, dou por mim a Sobreviver. Afinal de contas... Vencemos sempre esta merda não é?
Das duas uma... ou parece que o sangue congela nas veias, ou flui a 100 pulsações por minuto.
Ou queima, ou esfria. Arde sempre.
Ontem ardeu outra vez. Até mesmo quando fechei os olhos. E desliguei a luz. E jurei que o meu cérebro já não se iria lembrar de mais nada. É normal pensarmos que pode acabar aseguir? Especialmente quando a dor começa do nada? =S
Já não tenho muitas lágrimas... só quando ARDE mesmo... Já estou ligeiramente imune. Talvez por isso não te queira explicar o Inexplicável. Quer dizer... eu quero. Mas parece que custa tanto =/.
Que lembranças terás de mim quando eu partir?
Nunca pensaste nisso? Que lembranças teriam de ti, quando... simplesmente... tudo terminasse?
Não te consigo dizer agora o que gostaria que lembrasses em mim...
O meu Olhar? Aqele forte, irónico, doce, grande, vivo, castanho e meio oriental? Ou o triste, preocupado, singelo e q não engana ninguém?
As minhas mãos, pequenas, suaves, que tremem sem eu dar conta (é dado adquirido do meu pai ^^)
Os meus lábios? Carnudos, cor de rosa claros e bem definidos... que riem quando eu menos espero e perante as coisas mais absurdas... ou sorriem ás vezes sem conseguir parar, que ás tantas já me doem as bochechas?
As bochechas, sim... com as sardas (aquelas estranhas sardas, herança justa do meu pai), os sinais pequenos e castanhos que tenho nelas e por quase todo o corpo..
A minha altura, a minha postura altiva, mesmo quando parece que as pernas vão ceder.
O Cabelo que não tem jeito nenhum e ora fica com caracois, ora todo liso...
O meu perfume? O perfume do meu cabelo?
Os meus vicios. A forma como coloco as mãos. A forma de agir quando fico ansiosa. Os pulos que dou quando estou feliz. As lágrimas que correm sem eu dar conta?
A paixão que tenho pelo palco, pelo teatro e por tudo o que me permita fugir de mim para outra personagem naquele momento. Faz de mim artista, no meio de um sonho que eu acho que amo muito mais do que devia.
Ou a vontade louca de dançar, dançar, dançar... as escuras, á chuva, á lua, até me doer tanto os pés que... deito os ténis fora e continuo ^^.
A minha impulsividade. A minha cara de má. A minha voz. A minha personalidade forte que nem eu consigo gerir.
Os meus medos.
Todos os meus medos.
Os meus Sonhos
Todos os meus Sonhos
As minhas conquistas
Todas as minhas conquistas
A minha Luta
Toda a minha Luta
A minha maneira de ser
Toda a minha maneira de ser
As minhas palavras
Todas as minhas... palavras...
Guarda-as pra ti.
Já me esqueci de muitas que disse. Muitas outras, estão gastas.
Se calhar é isto.
Lembra-te disto e deixa tudo o resto para trás.
"Eu sou a estrelinha a brilhar mesmo que o tempo me leve no momento da despedida" - lembras-te melhor amiga? =')

(Não chores, agora não...)

Ontem, antes de "chegar ao fim", encontrei nas folhas das recordações isto. Talves ajude:

"Ninguém sabe... Ninguém! A dor, que isto provoca. Quem dera a dor física qu esta nem emocional é! É o batalhar contra ti própria, é a dor de querer fugir e não se conseguir, é o saber que és capaz e ela revirar-te os pensamentos, é o obedecer-lhe ás ordens e não saberes o que fazer com o teu corpo, é cobrares com a dor física a punição mental em cada segundo, é o chorar e odiares-te e odiares tudo o que te envolta, é a sensação de sufoco sem nada teres ao peito, é o orgulho em não quereres pedir perdão áquilo que te destroi, é o querer agarrar um bicho que te corre a 100 pulsações por minuto, é o calor que te ensopa a pele, é o medo, o medo, o medo... (...) é o saber que ele só morre quando tu morreres também"

Tinha 16 anos.
Pensei que o meu "Time had coming" =)
Parece que não... mas é isto que se contínua a tentar explicar...
Entendes?
Pois... bem me parecia que não...
Whatever...
São muitas palavras...
E elas... as palavras... estão gastas...
(e não importa quem lá esteve, ou se preocupou...)
As palavras estão gastas...





"Leave out all the rest...

Forgetting,
All the hurt inside
You've learned to hide so well.

Pretending,
Someone else can come and save me from myself.
I can't be who you are...
I can't be who you are."







domingo, 15 de fevereiro de 2009

● Amanhã ...


"Será que te lembras do momento, do minuto, da hora... do dia em que o Mundo ruiu, de dentro para fora"?

Ás vezes não faz sentido. Ás vezes parecemos tão perdidas nos nossos dramas que não dá para raciocinar. Não dá para esquecer e "chutar a bola para á frente". Preparamos a nossa vida, dia a dia, nem que seja de forma mental, para podermos dar um primeiro passo mas depois quebrarmos ali? A barreira é transparente, invisível. Fechamos os olhos, respiramos fundo, mas mesmo assim, parece que não avança... Os nossos pés não avançam. Os joelhos quebram de dor, e as lágrimas correm. Mesmo que não queiras, elas correm e queimam-te a face.
«Fragilidade» é tudo aquilo que agarramos num momento e já nos fugiu. Será que alguma vez sentiste o que conquistaste nas tuas mãos? E será que conquistaste o objectivo... ou conquistaste o caminho? O que é o mais importante?
Perguntas sem resposta... o típico...
Porque é que sorrir ás vezes é mais doloroso que chorar?
Porque... talvez não seja o que tu sintas naquele momento... Porquê?
Porque é que construímos com uma mão e destruímos no instante seguinte com a outra?
Lutamos momento após momento contra um não-sei-quê, que vem não-sei-de-onde, com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.
Resta-nos esperar pelo amanhã e voltar a lutar. Com ou sem medos. Com ou sem fragilidades.
Se as lágrimas correrem... é sinal de que sentimos, se o coração bater mais forte... é sinal de que vivemos.
Será a "Sangue, suor e lágrimas" e com um "Nada" nas mãos.
Será ao teu lado, hoje e Sempre...
E se eu tive a certeza, amanhã de que se adia... ou se acaba? E se... SE Nada!
Vai queimar a pele, acertar nas costas e ferir o coração. Que a mente tenha força, que o resto não passa sem o tempo
A coragem? Dentro do baú das recordações... hei-de encontrá-la. Uma espécie de "Heroína"? Sou-o todos os dias. Pode estar a ruir. Mas o que quer que seja... reconstroi-se. Sempre e Para Sempre...

(26 de Novembro de 2008) - encontrei-o pra' ali... algures no "Baú das recordações"...

Bruna Santos

domingo, 1 de fevereiro de 2009

● A Real Warrior ...






Pouco mais há a se dizer...
Este filme consegue ser tudo
Ele sou Eu na versão mais masculina =P



Prefiro acreditar que é só uma fase.. e que sou como ele..
E' simples termos tudo na mão e fugir-nos mesmo antes de nos dar-mos conta.
Depois há que recuar e repensar a estratégia de forma a monopolizar o resto do jogo.
Quem disse que venceríamos as emoções, enganou-se ou mentiu a is próprio. Não dá nem para vencer, nem para controlar.
Somos o que somos e pronto. E não significa que sejamos melhor ou melhor que ninguém.
Somos feitos de massas diferentes, e isso é o bastante para que nada na vida seja igual.
E' difícil fazer-nos de fortes quando parece tudo ruir... difícil aind amais quando queremos erguer tudo outra vez.
Difícil mas não Impossível =)
A calma não vem de qualquer forma,nem a impulsividade... surjem porque fazem parte do nosso ser
Prefiro acreditar que sou uma Lutadora...
Sei que o sou... já dei provas suficientes disso...
Mas há que continuar...
Descansar..
Continuar...

"E se de repente te disserem que não podes fazer aquilo para que nasceste?"
"As emoções são naturais e tudo tem um propósito... cabe a cada um de nós encontrá-lo"

Acima de tudo:

"Um guerreiro não desiste daquilo que ama... Encontra amor naquilo que faz!

Ou a Vitória, ou Invulnerabilidade

Aliás, ele é a Invulnerabilidade Absoluta





Encararia como ele... provavelmente com um olhar identico...
Difícil encararmos os nossos sonhos quando eles nos parecem difícies de concretizar.. e a culpa nem é determinantemente nossa... Acontece e Pronto.
E' por isso que somos Guerreiros... porque mesmo assim nos mantemos Firmes, e a lutar...


Sorriso no Rosto.. Honra, Amor... =D

Que seja...

Talvez uma das melhores frases de sempre:
"Eu não sei se a Vida é a maior que a Morte... Apenas sei
Que o Amor, é maior que ambas"
Ontem... tive a certeza de que isto é verdade [Tristão e Isolda ;)]

P.S: "The Peaceful Warrior" - Não tenho mais nada a dizer... Vejam e Sintam =)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

● Talvez um dia ...


Pedes-me um tempo
para balanço de vida
mas eu sou de letras
não me sei dividir...
(...)
E agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar...
de quê?
de viver o perigo?
de quê?
de rasgar o peito com o quê?
de morrer mas de que, paixão?

Mafalda Veiga - "Balançar"

E prefiro uma vez mais pensar que já passei por coisas piores. Que "Tudo o que não nos mata, torna-nos mais fortes!"
Que o chão nos vai derrapando debaixo dos pés, mas que a vida é sem dúvida o eterno "Mantém-te Firme", da qual sairemos ou não vencedores. Mortos, saímos sempre, de qualquer maneira.
E prefiro acreditar, que o respirar fundo me vai salvando... que os tes abraços me permitem chorar sem ninguém mais ver... que o rio ou o mar, as ondas e o vento me levam as lágrimas...
Balançamos ao tom de uma corrente ora ingrata, ora supersticiosa demais. Nunca temos certesa de nada. Pelo contrário... é quando damos algo por adquirido, que o vemos fugir-nos das mãos.
Eu sei o que já foi meu... sei o que é, ou que poderia ter sido. Umas coisas agarrei com toda a força do mundo! Outras, não agarrei porque simplesmente não quis. Prefire pensar que não foi, porque não pude.
Fechamos os olhos e esperamos que passe.
Limpamos as lágrimas, arregaçamos as mangas e caminhamos em frente com o intuito de voltar a tentar. A Luta também é isso. Que o cansaço não me vença, nem tão pouco a ingratidão. A única coisa que me pode vencer sou eu própria. (Será disso que tenho medo?)
Talvez um dia tudo não passe de um talvez...
Um dia será uma certeza!



A vida já foi brincando comigo dessa maneira.
Aos 8 anos disseram-me que era um devaneio de criança... que passava..
Aos 12, tive a certeza que queria mais...
Aos 14, vi a vida tirar-me o meu mundo das mãos e deixá-lo cair á minha frente transformando-se em cacos. Ouvi dizerem-me que era impossível fazer aquilo que amava por ter o que tinha: Um medo que eu nem percebia o que era. Uma doença que me afligia o sangue, me cortava a respiração e deixava com os sentidos revoltos. Tropecei, e tentei voltar a reconstruir as peças que não encontrava... que se tinham perdido. Sem temer nada, arregacei as mangas e fiz-lhe a vontade, fui tentando montar o puzzle dakilo que me tinham roubado.
Aos 15, percebi que havia peças que já não encaixavam porque pura e simplesmente já não tinham que encaixar. Então fiquei amarrada a mim própria. Revoltei-me, chorei, puxei os cabelos, gritei "porquê?", abracei-me a quem menos esperava, desejei que simplesmente não houvesse vida porque já não havia o "Meu" Mundo.
Aos 16, parei e fui tentando abrir as correntes que me prendiam. E ouvi novamente a palavra impossível, mas percebi que aquilo que via ao espelho, ía muito para além dos olhos de felina, ou da cara de menina... Havia muito mais que eu ainda não tinha descoberto. Era esse o "Impossível". Neguei tudo o que me deram... e comecei eu a desenhar as peças.
Aos 17, recaí e abri o jogo. Comecei a montar a speças com as mãos a tremer e voltei o jogo a meu favor com uma destreza inabalável. Se o "Impossível" existe, eu devo ser boa a fazê-lo.
E mostrei que eu não só tinha nascido para fazer aquilo que amava, como o queria e desejava fazer.
Aos 18, o tempo voa. E a certeza vai sendo cada vez maior. Bofetadas de Luva Branca? Já dei e recebi muitas. resta-me saber se estou preparada ou se vou conseguir virar o jogo novamente a meu favor. Se irei responder da mesma maneira. Não depende só de mim...
Dúvidas? Muitass..
Medos? Já foram mais... mas permanecem alguns...
Culpas? Ha' algum tempo que elas se foram...
Certezas? Neste momento...provavelmente nenhumas..
Sonhos? Imcomparáveis...
Objectivos? Defeinidos sim.. mas com uma grande e exequível bifurcação.
Dor? Todos os dias...
Sorrisos? Nem que seja para fazer face ás lágrimas...
Balançar? Sempre... ao sabor da corrente... ao sabor dos desejos. "Sou de letras, sou de palco, sou de papel... não sou de contas, não me sei dividir!"
O palco... os nervos... as lágrimas... o palco... o palco... o direito... a tentação... o medo... o direito... o palco!
Que seja...
Venha o que vier...


(...)
Pensa em mim
dentro das mãos fechadas
o que cabe é pouco
mas é tudo o que temos
esqueces que às vezes
quando falha o chão
o salto é sem rede e
tens de abrir as mãos
(...)


P.S: Eu sei, meu bem... que tu amas e odeias o que escrevo na mesma medida =P. Um dia destes, quando eu ganhar juízo... faço as nossas biografias, talvez contemos as nossas histórias... nem que seja de Improviso ;D

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

● Quem és tu? ...

-Quem és tu, afinal?
-Sou parte daquela força
que eternamente quer o mal
e eternamente quer o bem.

GOETHE, Fausto




Prende-me. Prende.me a ti com todas as forças como se já não houvesse amanhã! Como se já não houvesse o memento a seguir, como se já não houvessem os próximos segundos.
Dá-me o teu corpo, a chave da tua alma, os teus beijos, as tuas carícias, os teus segredos...
O que de mais profundo há em ti...
Dá-me...
Deixa-me abrir essas alavancas todas, essas correntes que tu maliciosamente trancaste para que eu me perdesse no teu labirinto de devaneios.
Dá-me apenas parte do teu mundo, porque a outra parte, eu construo-a através de mim.
Prende-me com as tuas mãos e persegue-me mesmo que eu não me queira deixar apanhar.
Tu consegues sempre chegar até mim. Salvas-me como o meu porto de abrigo e de repente, partes... Destrancas a corrente e nem me dás tempo para ver onde guardas a chave.
Quem és tu afinal, com esse poder todo, de me trancar e destrancar? Com esse poder de arrancares em mim o que eu não quero dar, de arrancares dos meus lábios os beijos que eu escondo, das minhas mãos, as carícias que guardo, da minha pele, a suavidade que se cria...
Quem és tu afinal? Viajante...
Vais e vens.. e eu... não quero estar mais aqui.
Mas não te consigo dizer que é por não ficares que eu também não consigo estar mais aqui.
Arrancas-me os "ais", as angústias, os sorrisos, os desabafos ou simplesmente o silêncio que é tão dificíl reinar em mim.
E eu sei lá se o que me dás em troca não passam de mentiras ou jogos da tua mente, do teu corpo.
Tenho medo. Tenho frio. Quero ir.
Não vou esperar mais por ti. Eu quero uma só eternidade, tu fabricas duas - a do bem e a do mal. Em qual delas pensas quando me prendes a ti e me beijas?
Eu vou...
Dás-me agora o que és realmente ou deixas-me partir para sempre?

P.S: "O amor é uma doença, quando nele julgamos ver... a nossa cura" - Ornatos Violeta in «Ouvi Dizer»



Bruna Santos

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

● Sentimento ...

Sigo pela estrada ainda com aquele suave perfume no casaco. O cheiro do pó anestesiante do velho chão de madeira... o odor das velhas cortinas do palco, o sentir das teclas do piano.
Fecho os olhos... imagino a próxima cena...
Mas ha' tanta coisa que se pode imaginar, que é imporssível! E depois... de nada vale... sai-nos por impulso!
Transformam-mos aquele momento num misto de imaginação, criatividade, dramatismo e impulso... e somos TUDO, num só momento. O tempo pára, e nós sentimo-lo. Não há mais nada. Apenas nós e esta paixão irremediável. Podemos chorar ou rir... somos nós numa confusão mental de um outro ser que criamos e nós, que o fazemos saltar para fora de nós e deixa-mo-lo utilizar o nosso corpo. O resto é intuição e impulso. Intuição como aqueles que seguem o que o destino lhes nega... impulso como o acorde que salta dos dedos para a viola nas mãos de um músico.
É rápido, forte, grotesco, incessante! Não há absolutamente mais nada... apenas nós, o chão de madeira, as luzes ténues... um público quase invisível, porque o que interessa é o nosso mundo. Aquele que criamos e desfazemos em segundos, mas que permanece em nós.
Quem nunca sentiu isto... deveras não ter sonhado!
Queremos respirar mais fundo, só para sentir ainda mais o odor da paixão! Queremos ser rápidos para fazer vibrar quem nos sente e ao mesmo tempo... lentos para que o tempo nunca páre...
O antes é de nervos e ansiedade... o durante é único... e o depois... sabe a pouco. Dá vontade de saltar lá para cima outra vez... e outra.. e outra.. e fazer aquilo de todas as formas diferentes... deixar-nos levar pela intensidade das pancadas de Moliére.
Soam nos meus ouvidos. E o sorriso é inevitável.
Vamos voltar?
Vamos sentir aquilo tudo outra vez.. vamos criá-lo com paixão?
Vamos ser aquilo que mais amamos fazer e pronto?
Só por uns momentos...
Let me do the thing I most Love in the World - calls Stage!

P.S: "Ambiciono o amor, não ambiciono a fama.. e acredito só somos alguém qd alguém nos ama..."


Bruna Santos

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

● Deixa-te Ficar...



Deixa-te ficar. Ás vezes vale mais ficar, sabes. Nem sempre reagir aos intintos é o melhor. Eu percebo. Sentir custa mais do que pensar. O pensamento não nos garante a realidade. O sentir... sim. Por alguma razão o sentes. Acreditas no destino? Já não sei se hei-de acreditar. Contínuo a preferir os factos... apesar de ser que é o que doi mais. E apesar de saber que é o que doi mais.
O destino faz-se de factos, não é? Só tens que esperar por eles. Mas antes... há que aprender a esperá-los! Esperar é uma virtuda e há que saber utilizar tal deixa. Um plano sem estratégia, uma atitude sem objectivo. Como se fosse maléfico. Mas não o é... nunca foi. Foi apenas uma maneira de realizar a felicidade. Ou pelo menos... parte dela.
Não foi perder. Não foi um fracasso. Foi uma pedra no caminho a qual procurei guardar (ou não, procurei chutar...). Para quê? Construir um castelo, se a maior fortaleza está em mim?
Mas aprendi a não a chutar. Fiz dela um degrau. E agora vou subir... e er uma nova maneira de apreciar o mundo. De encarar a vida. Mas... nova maneira? Não... a constituição de uma mais subtil e verdadeira, sim. Mais forte... mais intensa...
Mas, por agora... é para deixar-me ficar. Não é estar com uma dor. É preparar-me para o que o destino me reserva, para o que teno que enfrentar!
Deixa-te Ficar. Suporta o vento na face. Faz dele o teu aliado mais forte. Faz do tempo o combustível do teu sorriso. Agarra no mar... e sente as ondas frias a baterem-te nas pernas. Ele está aos teus pés!
Cria o teu Mundo! E ama-o! Ama-o com paixão... Deixa o amor sair por todos os poros e que os outros vejam, apreciem e perecebam! E... deixa-te ficar.
Deixa-te ficar... porque a noite ainda reina lá fora... e tens que a sentir, calma e serena. Conhecer-lhe cada ponto... porque ela é mais misteriosa que o dia, enquanto que o dia... esse... é mais perigoso que a noite!
Sente-a! Tens que te... deixar... ficar...
Percebe o que se passou, orienta o coração!
Tu és capaz. Prepara a fortaleza, prepara as armas... Prepara-te a TI!
E deixa-te ficar...
☆Bruna Santos

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

● Toca-me ...

Vem... Procura-me com os teus lábios... toca-me. Preciso do teu toque. Segue cada traço do meu corpo, cada brilho do meu olhar...
Procura-me com a suavidade das tuas mãos, que desliza na face quente da minha pele... Percorre cada centímetro dessa textura...
Sem medo... Vem... Descobre cada ponto do meu rosto, cada sentir mais puro dos meus lábios... e beija-me. Fecha os olhos e desliza sobre mim...
Percorre-me com esse brilho que só tu possuis... que só tu sabes usar...
Deixa-me cair perante ti... Cai comigo e depois levanta-te unido a mim.
Olhar que me mata... respiração sufocante! Perdem-se os sentidos... penetram-me... pertencem-me, como eu me pertenço a ti...
Coração que dói, boca que ri, transpiração que escorre á flor da pele. Sabor salgado, que se mistura com o sangue da alma. Destrois-me e fazes-me renascer, em segundos!
Transformo-me em mais pura divindade no mais escaldante Inferno! E tu és esse fogo que me queima...
Faz-me arder em ti... e depois...
Deixa-me adormecer no teu peito... Deixa-me sonhar junto a ti... eternamente!


Bruna Santos