Sigo pela estrada ainda com aquele suave perfume no casaco. O cheiro do pó anestesiante do velho chão de madeira... o odor das velhas cortinas do palco, o sentir das teclas do piano.
Fecho os olhos... imagino a próxima cena...
Mas ha' tanta coisa que se pode imaginar, que é imporssível! E depois... de nada vale... sai-nos por impulso!
Transformam-mos aquele momento num misto de imaginação, criatividade, dramatismo e impulso... e somos TUDO, num só momento. O tempo pára, e nós sentimo-lo. Não há mais nada. Apenas nós e esta paixão irremediável. Podemos chorar ou rir... somos nós numa confusão mental de um outro ser que criamos e nós, que o fazemos saltar para fora de nós e deixa-mo-lo utilizar o nosso corpo. O resto é intuição e impulso. Intuição como aqueles que seguem o que o destino lhes nega... impulso como o acorde que salta dos dedos para a viola nas mãos de um músico.
É rápido, forte, grotesco, incessante! Não há absolutamente mais nada... apenas nós, o chão de madeira, as luzes ténues... um público quase invisível, porque o que interessa é o nosso mundo. Aquele que criamos e desfazemos em segundos, mas que permanece em nós.
Quem nunca sentiu isto... deveras não ter sonhado!
Queremos respirar mais fundo, só para sentir ainda mais o odor da paixão! Queremos ser rápidos para fazer vibrar quem nos sente e ao mesmo tempo... lentos para que o tempo nunca páre...
O antes é de nervos e ansiedade... o durante é único... e o depois... sabe a pouco. Dá vontade de saltar lá para cima outra vez... e outra.. e outra.. e fazer aquilo de todas as formas diferentes... deixar-nos levar pela intensidade das pancadas de Moliére.
Soam nos meus ouvidos. E o sorriso é inevitável.
Vamos voltar?
Vamos sentir aquilo tudo outra vez.. vamos criá-lo com paixão?
Vamos ser aquilo que mais amamos fazer e pronto?
Só por uns momentos...
Let me do the thing I most Love in the World - calls Stage!
P.S: "Ambiciono o amor, não ambiciono a fama.. e acredito só somos alguém qd alguém nos ama..."
☆
Bruna Santos
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
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